Reforma Protestante: 500 anos depois.
No dia 31 de outubro de 2017, vamos comemorar ou já teremos comemorado
(a depender de quando você está lendo este texto), os 500 anos da Reforma
Protestante.
Este foi um evento
que teve início na Europa e ali reverberou. Mas o seus impactos chegaram ao
mundo inteiro e ecoa até os dias atuais.
A Reforma foi e é criticada, por supostamente ter dividido a
cristantade. Mas fato é, que antes mesmo da Reforma, se via dentro da Igreja,
movimentos de crítica ao aspecto opulento da igreja. Atribui-se a Tomás de
Aquino, um episódio onde ele teria ido visitar Roma e um cardeal lhe disse, “olha
agora o Papa não pode dizer não tenho prata e nem ouro”, obviamente fazendo
referência a Pedro, no episódio de Atos 3. Mas Tomás de Aquino disse, “verdade a
igreja não pode dizer que não tem prata ou ouro, mas também não pode dizer levanta e anda.”
Um dos pontos chaves da Reforma foi o resgate de princípios
bíblicos. Mas após 500 anos, muitos dizem que precisamos de uma outra Reforma. Todavia,
um dos lemas da Reforma é “Ecclesia Reformata et Semper Reformanda est”, que
significa “Igreja Reformada está Sempre se Reformando”. Contudo , devemos ter em mente que este lema é
no sentido de exatamente se ter uma
busca contínua de retorno às Escrituras. E não de mudança simplesmente.
Mas o que acontece
(ainda) na igreja nos dias atuais que levam algumas pessoas a pensarem
que precisamos de uma outra Reforma? São as angústias em relação à Igreja
comuns às duas épocas:
-
Posturas inadequadas das igrejas;
-
Desconexões com o Evangelho
-
Disfunções teológicas
-
Atuação diminuta diante da injustiça social
-
Distorções doutrinárias
Há tanto percepção como constatação por parte de muitos que
muita coisa não vai bem na igreja. É inegável que boa parte da Igreja está
distanciada da fidelidade à Bíblia.
O discurso é de que a Biblia é sua única regra de fé, mas a
sua prática não é essa. Existe um sério problema de incoerência entre discurso
e prática. A experiência e o pragmatismo permeia com facilidade na prática da
cristandade. Mas do que falar de Deus, a igreja precisa conhecer a Deus.
“O Cristianismo não é uma tese para ser defendida. É a expressão do que somos e do que fazemos. A melhor defesa é a coerência.” Burjack
“A melhor forma de celebrarmos a Reforma é nos reformarmos
através da Palavra de Deus.” Jorge Noda
A questão fundamental não é uma outra Reforma, mas que a
igreja cristã garanta uma máxima aderência às Escrituras,recuperando assim o que
se perdeu da sua fidelidade ao original.
Com lágrimas nos olhos, Altamir Uelington.